sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Os 47 Processos do Guia PMBOK 5ª Edição

Após ter apresentado a importância do planejamento à luz do Guia PMBOK 5a edição, iremos agora apresentar os novos 47 processos do Guia PMBOK 5a edição.
Primeiramente, cumpre ressaltar que não houve mudança nos Grupos de Processos, que continuam sendo:
  • Iniciação
  • Planejamento
  • Execução
  • Monitoramento e Controle
  • Encerramento

Sobreposicao - Grupos de ProcessosFigura 1 – Grupos de Processos
Dentre as novidades, em relação aos processos, houve a criação da nova área do conhecimento chamada Stakeholders ou Partes Interessadas. Na versão anterior, Guia PMBOK 4a edição, existiam 42 processos. Nesta nova edição, temos 47 processos. Foram adicionados os seguintes processos:
  • Planejar Gerenciamento do Escopo
  • Planejar Gerenciamento do Tempo
  • Planejar Gerenciamento do Custo
  • Planejar Gerenciamento dos Stakeholders
  • Controlar Stakeholders
Vale ressaltar que o Guia PMBOK 5a edição já está disponível em inglês, mas ainda não existe a tradução oficial para português. Logo, os nomes dos processos foram traduzidos por mim, tradução livre e não oficial.
Além dos cinco novos processos, alguns processos foram renomeados: 5.5; 8.3; 10.2; 10.3 e 12.3. Os processos 13.1 e 13.3 pertenciam à área do conhecimento Comunicação e foram transferidos para a nova área Stakeholders. A seguir, temos os processos do Guia PMBOK 5edição.
Captura de Tela 2013-03-14 às 15.14.53Figura 2 – Processos do Guia PMBOK 5a edição
figura-4-1024x765Figura 3 – Processos do Guia PMBOK 5a edição

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Planejamento do Projeto com o PMBok

Ainda existem muitas pessoas questionam a importância do planejamento, acreditando que planejar é perda de tempo. Penso que o grande problema reside na dificuldade que muitos de nós temos em lidar com as incertezas de maneira estruturada.
É mais fácil iniciar rapidamente a execução do que parar, pensar e investir tempo pesquisando possibilidades, fazendo estimativas e planejando soluções para diferentes cenários. Afinal, se iniciar a execução sem um planejamento prévio, mesmo resultando em desperdício e retrabalho, podemos alegar que “não sabíamos” ou “não havíamos pensado nessa possibilidade”.
Em síntese, planejar é prevenir (ou tentar prevenir) o sofrimento futuro. Esse custo do planejamento (investir tempo, recursos e esforço para planejar) é uma conta que sempre teremos que pagar. Você tem a opção de pagar agora ou pagar depois, eventualmente com juros e multas (retrabalho, desperdício e perdas).
imagesFigura 1 – Pay me now, or pay me later.
Assim como em outros investimentos, em planejamento queremos obter a melhor relação custo-benefício. Essa relação custo-benefício, na construção de um prédio por exemplo, envolve o fluxo de receitas e despesas. Isto é, se eu tirar R$10milhões do bolso e investir à vista, pagando tudo adiantado, na construção de um prédio que irá demorar 2 anos para depois começar a vender suas salas comerciais, pode ser um mal negócio. Se eu conseguir começar a vender as salas antes da construção, terei um fluxo de receitas ao longo da construção, que poderei casar com o fluxo de despesas financiadas ou parceladas ao longo da obra. Trata-se de uma alternativa bem mais interessante, certo?
A mesma coisa é com o planejamento. Você pode passar 2 anos planejando detalhadamente o projeto de um produto complexo, como um novo concorrente do iPad, por exemplo. Depois disso, você poderia iniciar a execução, com duração aproximada de mais 2 ou 3 anos. Finalmente, depois de 5 anos, você provavelmente vai lançar um produto obsoleto no mercado, certo? Por outro lado, é possível adequar o esforço de planejamento à execução em um processo contínuo, mais ágil e flexível, utilizando protótipos e outras estratégias para chegar antes ao mercado.
Figura 2 – Abordagem Waterfall (cascata)
Neste sentido, o Capítulo 3 reformulado nesta nova edição do Guia PMBOK (5a edição) modifica o foco dos projetos e de seu planejamento, desmistificando a tão criticada abordagem waterfall. Os processos e melhores práticas do Guia PMBOK, bem como seus grupos de processos, não pregam o engessamento e burocratização em gerenciamento de projetos, muito pelo contrário. Na verdade, a implementação das melhores práticas do PMI pode e deve ser customizada e modificada para se adaptar ao ambiente e ao contexto dos projetos, atendendo às particularidades de cada organização.
Captura de Tela 2013-03-07 às 10.11.32
Figura 3 – Abordagem Incremental (TRENTIM, 2013)
Captura de Tela 2013-03-07 às 10.11.42Figura 4 – Abordagem Ágil (TRENTIM, 2013)
O PMI reforça ainda mais a importância de que os projetos produzam valor de negócio. Criar ou agregar valor é o objetivo final de todo projeto. Caso contrário, se não houver justificativa e benefícios adequados, os projetos não tem sentido. Ou seja, fazendo uma análise crítica, quantas organizações sabem realmente fazer projetos? Quantos dos projetos da sua organização nunca deveriam ter sido iniciados…
Portanto, todo projeto deve:
  • Criar e agregar valor de negócio;
  • Demonstrar claramente os benefícios que serão realizados;
  • Oferecer flexibilidade na sua implementação; e
  • Permitir agilidade na execução das tarefas.
Isto é, existem três níveis em que poderíamos dividir as atividades dentro de um projeto. Eu imaginei esses níveis em concordância com a abordagem Strategic Project Leadership:
  • Nível estratégico do projeto
    • Definir objetivos, podem ser qualitativos, que norteiam a abordagem de gerenciamento do projeto, considerando, por exemplo, as dimensões do Modelo Diamante – NCTP (Shenhar e Dvir, 2007)
    • Estratégia consiste em definir regras e diretrizes para a tomada de decisão, de modo a resultar em ações consistentes e coerentes na direção do objetivo traçado
  • Nível tático do projeto
    • Desenvolver e manter o plano de gerenciamento do projeto atualizado, buscando efetividade (eficácia + eficiência)
    • Desdobrar a estratégia em pacotes menores de fácil implementação e gerenciamento
  • Nível operacional do projeto
    • Organizar o dia-a-dia das atividades, gerenciar recursos e liderar a equipe, bem como a gestão de stakeholders
    • Prover informações de monitoramento e controle para o nível tático, permitindo a atualização dos planos
figura-4-1024x765Figura 5 – Processos do Guia PMBOK 5a edição

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

PMBOK

Uma das ferramentas mais utilizadas na Gestão de Projetos é o PMBoK. Qualquer estudante da área de TI que pretenda seguir carreira de programador ou de Analista de Sistemas, alguma vez já ouviu falar dessa ferramenta.

Mas o que é o PMBOK?
A publicação Guide to the Project Management Body of Knowledge (ou guia para o conjunto de conhecimentos de gerenciamento de projetos) pode ser considerada como um divisor de águas na história da gestão de projetos. Mais conhecida como PMBOK, é de autoria do Project Management Institute (PMI) ou, mais precisamente, do PMI Standards Committee, o comitê de padronização do PMI.
Por mais que tenha o objetivo de abranger os principais aspectos contidos no gerenciamento de um projeto, não deve ser confundido com metodologia. O PMBOK consiste, na verdade, em uma padronização que identifica e conceitua processos, áreas de conhecimento, ferramentas e técnicas. Para saber mais, confira os tópicos seguintes! 
Por que não é considerado uma metodologia?
Ainda que seja um conceito muito propagado, é importante deixar claro que o PMBOK não se presta a ser uma metodologia, afinal, não fornece abordagens diferentes de acordo com cada tipo de projeto. É óbvio que gerenciar um projeto de construção é totalmente diferente de gerenciar projetos de desenvolvimento de software, mas o guia não aborda essas minúcias. Muito pelo contrário, fornece uma visão geral. Isso quer dizer que o PMBOK não contempla peculiaridades de linguagem restritas à cultura de cada organização e também não apresenta modelos únicos de documentos a serem utilizados.
Vale a pena insistir: o PMBOK não é uma metodologia, é na verdade uma coletânea de melhores práticas que descreve o universo de conhecimentos para o gerenciamento de projetos. Contudo, por sua reconhecida importância internacional, acabou se transformando em um padrão que serve de fonte de inspiração para a maioria das metodologias existentes.
O que é um projeto conforme o PMBOK?
Em linhas gerais, o guia conceitua um projeto como um esforço temporário, ou seja, finito. Tem, portanto, início e fim bem determinados e empreendidos para se alcançar um objetivo exclusivo, ou seja, um resultado específico que o torna único. Os projetos são executados por pessoas, com limitações de recursos e planejados, executados e controlados ao longo de seu ciclo de vida. De forma simples, é possível afirmar que os projetos diferem dos processos e das operações porque esses últimos são contínuos e repetitivos, enquanto os projetos têm caráter único.
Para que se tenha uma dimensão melhor da importância dos projetos, basta compreender que, para que qualquer organização alcance seus objetivos, ela precisará de esforços organizados. E isso é válido desde a construção de uma nova fábrica até a ampliação de uma unidade operacional, por exemplo.
Esse foi apenas um post introdutório sobre o PMBOK. Mais adiante iremos abordar mais detalhadamente sobre a usabilidade da ferramenta e seus processos.